Compositor: Manuel Quijano
Se chama Lola e tem história
Mais que história, é um poema, pra falar a verdade
A vida inteira passou buscando
Noites de glória, alma penada a vagar
Por trás do seu manto, de dama fria
Escondia, tremendas armas tinha
Para as batalhas, frente a frente travadas
Que com vantagem, bem as lutava
Foi muito mal, de mão em mão passada
De boca em boca, de cama em cama, desditosa
Como uma boneca, que se desgasta
Fica velha e a tristeza carrega
Me escuta, minha Lola, minha terna Lola
Essa sua vida triste é sua história triste
Mas que jeito, de andar, de seguir
Olha que soberba, no seu olhar
Me escuta, minha Lola, minha terna Lola
Essa sua vida triste é sua história triste
Mas que jeito, de andar, de seguir
Olha que soberba, no seu olhar
Me escuta, minha Lola, minha terna Lola
Essa sua vida triste é sua história triste
Foi mulher serena, até no instante
De se entregar logo, aos seus amantes
É tempo de choro, é tempo de dúvida
De saudade e da sua loucura
Tem o consolo de saber que se tem cheia
De carinho limpo e amor sincero
Porque ninguém soube, roubar dos seus beijos
Aquilo que hoje sobra e ninguém mais quer
Me escuta, minha Lola, minha terna Lola
Essa sua vida triste é sua história triste
Mas que jeito, de andar, de seguir
Olha que soberba, no seu olhar
Me escuta, minha Lola, minha terna Lola
Essa sua vida triste é sua história triste
Mas que jeito, de andar, de seguir
Olha que soberba, no seu olhar
Me escuta, minha Lola, minha terna Lola
Essa sua vida triste é sua história triste
É o tempo da ruga que não perdoa
É o tempo da fruta, e da pintura